Quanto de nós é tudo aquilo que queríamos, mas não conseguimos. Quanto de nós fica, sabendo que não há como... Que nos vamos, lenta e silenciosamente, sem poder ter uma palavra a dizer naquilo que é tão nosso.
O que resta de nós, quando deixamos de o ser, se não nos falta sentimento e temos de sobra o pensamento. Se a memória de nada nos serve, quando nos falta a presença.
Isto que nos impede de ver, de estar, de ser... Não por ti, não por mim - isto!, que nem sei ao certo que palavras utilizar para descrever.
Mais um dia cinzento... No mais negro e infeliz sentido da palavra. Outro dia cinzento, em que não te tenho. Nem volto a ter. O bom é que eu sei que estás aí - e o mau também. Quanto de nós continua a ser, afinal, se não o somos mais?
Há um mundo inteiro... E um vazio tão maior. Oh!, quanto de mim se vai... Contigo.

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