Não reconheço nos outros nada disso e pergunto-me se o esforço que faço para o esconder é tão bem sucedido como o deles. Acho que o maior segredo em mim é saber como aguento tudo isto sucessivamente, segredo esse tão grande que nem eu o sei... Vezes sem conta a almofada foi lavada em lágrimas, outras tantas o meu corpo pagou pelos meus erros.. e não só. Nem sequer é possível saber se o sangue e as lágrimas derramados valeram a pena.
Tantos erros.
Tantas más recordações.
Tantas desilusões.
E tudo me parece um ciclo. O qual sei que não consigo mudar.
O que consigo eu afinal?
Vivê-lo tal como é, lamentar-me, sonhar, imaginar. Recordar em vez de viver. Que bom. Tenho tantas perguntas, mas falta-me alguém que responda. Tenho tantos sonhos, mas há sempre alguém a impedi-los.
Esta minha incapacidade levou-me ao fundo.
Bati bem no fundo.
Agora, espera-se...
J.
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